Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 21/09/2022
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a vacina contra a COVID-19 estão sendo distribuídas com uma enorme desigualdade, assim, dificultando ao combate da pandemia. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a inércia estatal e o silenciamento.
Sob esse viés, a omissão governamental possui influência no revés. Para o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da humanidade. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à compra de vacinas, visto que causa a desaceleração da imunização ao público e impactando principalmente aos indivíduos de baixa renda, no qual a atenção não está sendo devidamente dada, - o que origina-se novas variantes do vírus ainda mais graves -. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Além disso, a falta de debate é um entrave no que tange ao contexto. A filósofa Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Entretanto, há um silenciamento instaurado na questão da imunização igualitária, na medida em que segundo a OMS, menos de 30% dos brasilianos - em situação de pobreza -, receberam a primeira dose da vacina, sendo um direito de todos, e contribuindo para o decréscimo ainda maior do PIB, provocando impactos econômicos em um momento de desespero, e grande parcela da população não tem a noção sobre como surge esse cenário. Desse modo, urge tirar essa situação da invisibilidade para combater esse impasse.
Portanto, é indispensável intervir sobre o panorama. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimentos na compra de vacinas da COVID-19, a fim de reverter a insuficiência governamental que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia para alcancar mais pessoas. Paralelamente, é preciso agir sobre o silenciamento presente na problemática. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.