Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 21/09/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a distribuição de vacinas contra a Covid-19 apresenta barreiras. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do poder pú blico quanto das instituições privadas, que dificultam a divisão equitativa para todos os países.

Nesse contexto, é válido pontuar que a ausência do poder público deriva da baixa atuação dos setores de Saúde do país, no que concerne à criação de meca- nismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, em buscar meios que possam garantir a vacinação em massa da população, pois, como a Covid-19 é uma doença de contágio rápido e letal quanto menos tempo levar, mais vidas podem ser salvas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a má distribuição entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos está entre os pilares do problema. De acordo com o G1, site de notícias da Rede Globo, grande parte da produção das vacinas é destinada para as enconomias globais, devido a necessidade de abertura da economia.Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que as instituições privadas impõe barreiras quanto a divisão de vacinas pelo fato delas estarem localizadas nos principais centros econômicos do mundo.

Diante o supramencionado, cabe ao Governo Federal-detentor dos recursos públicos-, por meio do Ministério da Saúde realizar um consórcio com Estados e Municípios do país, criando um programa nacional de vacinação contra a covid-19( PNV-19), com intuito de vacinar toda a população. Outrossim, cabe as relações diplomáticas dos países firmarem acordos, a fim de promoverem a distribuição equitativa de vacinas para todas as nações, independentemente de poder econômico. Dessa forma, será possível construir uma sociedade mais parecida com a obra do escritor inglês Thomas More