Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 30/10/2022

Promulgada em 5 de outubro de 1988, como Constituição cidadã, a atual Constituição federal garantiu aos brasileiros e estrangeiros, na forma da lei, igualdade de direitos e deveres como educação, segurança e saúde. Embora a saúde esteja presente como no texto constitucional como um direito de todos a realidade vivida e outra, principalmente como desigualdade econômica e social.

Isso pode ser visto, com destaque, entre os anos de 2019 até o início de 2022 quando o mundo passou pela pandemia de Sars-Covid19 onde, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) e ONU (Organização das Nações Unidas), apenas 6% das vacinas produzidas, entre Janeiro e abril de 2021, puderam ser adquiridas por países emergentes como o Brasil, piorando ainda mais a situação pois além dos países desenvolvidos adquirirem a maior parte dos insumos os em desenvolvimento tiveram de gastar parte de suas economias para adquirir insumos e manter a economia que foi obrigada a pausar suas atividades, em uma tentativa de minimizar a propagação do vírus.

Além dos problemas económicos enfrentados, na tentativa de diminuir a propagação do vírus, segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- a distribuição e aplicação das vacinas demonstrou como a atenção primaria, responsável pela vacinação da população, enfrentou problemas como distribuição entre regiões, principalmente entre o norte e nordeste brasileiro que possui comunidades indígenas onde a dificuldade de acesso e muito grande, e classes sociais, onde as mais favorecidas, alta e média, se valeram de planos de saúde que garantem os mesmos direitos do SUS - Sistema Único de Saúde- sendo que não enfrentam as mesmas dificuldades, como filas e demora no atendimento, atrasando, desta maneira, o retorno do país a normalidade.

Portanto, levando-se em conta como a pequena economia do Brasil teve dificuldades em adquirir e distribuir vacinas, as secretarias gerais da presidência da República em parceria com o ministério da saúde deveriam criar um plano de governo para aquisição e distribuição, através de emendas parlamentares, para casos de urgência e emergência como os enfrentados na pandemia.