Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 30/09/2022

Ao longo da história humana, as camadas sociais mais pobres sempre são des - privilegiadas em situações adversas. Representando catárticamente esse cenário, o filme “Não olhe para cima”, mostra os mais abastados sobrevivendo à catástrofe da história enquanto a população média foi deixada à mercê do destino.Infelizmente, com a pandemia da Covid-19 não foi diferente.Enquanto os países mais ricos gozam de vacinas, os mais pobres encontram-se desassistidos, resultando em graves crises sanitárias para a população dos mesmos.

Primeiramente, é importante denotar o papel das vacinas em uma sociedade. Por exemplo, no século XX, em território brasileiro, Oswaldo Cruz erradicou doen-ças endêmicas devido à campanhas vacinatórias, resultando em uma diminuição massiva das mortes de brasileiros por doenças infecto-contagiosas. Atualmente, com o Sars-COV-2, vírus da Covid-19, não é diferente.A melhor forma de prevenir a doença é pela vacinação. No entanto, as vacinas são caras, e abastecer uma popu -

lação é custoso. Dessa forma, a população de países em desenvolvimento são desassistidas e ameaçadas as intempéries da doença. Tal cenário é inadmissível em um mundo globalizado, onde a interdependência dos países é primordial.

Diante desse contexto, cabe aos países desenvolvidos utilizarem de seus recur -

sos para assistir os necessitados.Essa corrente de ajuda humanitária foi explorada no videojogo “Death Stranding”, onde em um cenário de isolamento social total, foi

missão do governo “Bridges” prover recursos à todos aqueles que necessitavam. De forma análoga, é possível superar a desigualdade socio-econômica no quesito de obtenção de vacinas entre países, salvaguardando os países pobres de mais mortes e colapso financeiro pela pandemia de covid-19.

Logo, fica evidente a necessidade de ajuda dos países desenvolvidos, para que os em desenvolvimento superem os impactos da desigualdade na distribuição de vacinas de covid-19. Portanto, cabe à sociedade civil organizada exigir de seus governos a destinação de fundos para países mais pobres, por meio de protestos, forma pacífica e eficaz de reinvidicação social, com o fito de aumentar a vacinação da população deles e amenizar as consequências da pandemia em seus territórios.