Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 21/09/2022
Na visão do filósofo inglês John Locke, cabe ao Estado a proteção a todos os indivíduos, bem como garantia à vida, à propriedade e à liberdade que são direito inalienáveis. Hodiernamente, porém, obeserva-se os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19, devido a falta de atitude do Governo e a vulnerabilidade social. Diante disso, é preciso conhecer os diversos estigmas desse problema, na propensão de solucioná-lo.
Sob essa ótica, observa-se que a má destribuição de vacinas, é fomentada pela incapacidade das esferas públicas de exercerem o seu poder simbólico e a garantia dos direitos constitucionais. Esse fato decorre, da histórica inabilidade estatal em promover medidas protetivas, que visam um maior número de pessoas vacinadas para o fim da pandemia, como a compra de mais vacinas, o que contribui diretamente para a perpetuação do problema. Nesse contexto, parafrasenado Chico Xavier, a omissão de quem pode e não auxilia um povo, é comparável a um crime contra a comunidade inteira.
Em semelhante proporção, a vulnerabilidade social é o intenso mecanismo desse impasse. Isso porque, grande parte dos idosos e indivíduos de baixa renda, ainda não foram vacinados a primeira dose devido a desiguladade socioeconômcica dos países e regiões, ao mesmo tempo em que países mais ricos, a maior parte da população ja possui a dose de reforço e mais da metade da populção é vacinada. Desse modo, enquanto a vulnerabilidade social não for combatidaa diferença socioeconômica persistirá.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de atitude do Governo e a vulnerabilidade social, são importantes vetores da problemática. A fim de que haja a imprescíndivel
superaçao desse panorama, faz se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, disponibilize vacinas suficientes e contrate profissionais da saúde especializados para que a população toda seja vacinada de forma mais rápida, incluindo as partes mais vulneráveis como um todo, para o fim da pandemia da Covid-19. Agindo assim, o Estado idealizado por John Locke será uma realidade empírica e não um ideal ou uma ultopia.