Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 21/09/2022
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à qualidade de vida e ao bem-estar social. Entretanto, a desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19 impossibilita o desfrute desse direito e tem como causas os aspectos culturais e a displicência estatal.
Em primeiro lugar, é importante destacar que tal conjuntura está atrelada aos aspectos culturais. Isso porque, segundo o sociólogo Herbert José, o país não muda pela economia ou política, mas sim pela cultura. Sendo assim, nota-se que os hábitos culturais têm papel relevante na formação dos costumes em uma sociedade, visto que, se a população não possuir uma cultura que valorize a luta para que a distribuição das vacinas ocorra de forma igualitária e democrática, os indivíduos desse meio não serão capazes de notar a importância de uma comunidade que visa garantir a democracia. Nessa perspectiva, é necessário que a populaçao exerça a cidadania.
Ademais, se deve salientar a displicência estatal como outro desafio a ser combatido. Sob esse viés, para o filósofo Aristóteles, a política deveria ser utilizada como um meio para alcançar o equilíbrio pelo uso da justiça. No entanto, ao observar a pertinência da desigualdade no manejo das vacinas, infere-se a não validação do pensamento aristotélico, uma vez que para validar a igualdade da distribuição da vacinação, é preciso efetivar leis para a divulgação de campanhas que levem a informação sobre as consequências da problemática, como por exemplo a redução do número de pessoas vacinadas em locais onde a vacinação é escassa, impactando com a retardação da imunização completa global. Dessa forma, o desenvolvimento social é prejudicado enquanto o problema em questão persistir.
Infere-se, portanto, que a problemática reflete os valores praticados. Logo, para mudar essa condição, é preciso que o Ministério da Cidadania crie campanhas publicitárias, por meio das redes sociais - que são os principais veículos formadores de opinião- , afim de garantir à população o direito universal assegurado pela ONU.