Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 23/09/2022

No ano de 2020, o mundo foi assolado por uma terrível pandemia tendo milhares de mortes diariamente no país, números esses que só baixaram com a chegada da vacina. Entretanto, ainda existe uma forte desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19, principalmente em países com renda baixa. Dessa forma, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que tem como principais causadores a desigualdade social e a falta de medidas governamentais.

Em primeiro plano, convém enfatizar o desequilíbrio social como principal causador do impasse. De maneira análoga, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 75% das vacinas são usadas pelos países mais ricos. Diante disso, é cristalino como quem tem maior poder de compra tem acesso mais fácil a esses recursos, uma vez que não há uma distribuição igualitária da vacina, deixando as populações mais carentes do mundo à mercê do vírus. Desse modo, é inadmissível que a situação permaneça assim, na qual quem tem maior poder, compra sua proteção.

Outrossim, a falta de ações por parte do governo atua como um agravante do impasse. A título de exemplo, de acordo com a Constituição, todos devem ter direito à saúde. Entretanto, a realidade é bem diferente, uma vez que existem vários locais do país, em especial os interiores, onde o Estado não chega. E a falta de vacinação dessas regiões coloca o país em risco, já que o vírus pode sofrer uma mutação, podendo ressuscitar uma epidemia. Logo, torna-se inaceitável que a dificuldade não seja resolvida, em prol do bem da sociedade como um todo.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Saúde, deve por meio de campanhas, alertar a sociedade dos problemas envolvendo a desigualdade na distribuição das vacinas, por meio de cartazes e palestras, ministrados por especialistas no tema, visando a melhor distribuição da imunização no país. Feito isso, espera-se uma sociedade mais justa, em que todos possam estar protegidos contra a Covid-19.