Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 15/10/2022
Segundo o princípio de equidade do Sistema Único de Saúde (SUS), todos têm direito ao acesso á saúde que atenda o nível de necessidade de cada indivíduo. Apesar disso, durante a pandemia, a distribição de vacinas contra Covid-19 foi desigual, contrariando esse princípio. Isso se deve principalmente por causa da má administração de recursos e, como consequencia, retarda o combate á doeça. Nesse contexto, é necessário que medidas sejam tomadas para eliminar esse cenário desigual.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que os recursos do sistema de saúde são mal distribuídos. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial de Saúde, 80% da população de países de baixa e média renda não receberam a primeira dose da vacina. Sob essa ótica, parte dessas pessoas não tiveram acesso a imunização porque áreas mais ricas do país tem maior poder aquisitivo, enquanto outros em extrema pobreza não conseguem nem atender a população em situação de risco, assim, contrariando o princípio do SUS.
Em segundo lugar, nota-se que a falta de vacinação em populações mais vulneráveis afeta o combate à doença. Prova disso, segundo o diretor geral da Organização Mundial de Saúde, as áreas com menos cobertura de vacina contribuem para o risco do susgimento de novas variantes do vírus, ou seja, parte da população fica suscet[ivel á doença, alavancando a potêncialidade do vírus tomar grandes proporções e piorar a gravidade da pandemia.
Em suma, é necessário que esse sistema desigual seja extinguido. Para isso, o estado - como órgão garantidor dos direitos do cidadão - deve intervir na distribuição de vacinas, por meio da criação de leis, que poderá se chamar Lei da vacina. O objetivo dessa lei será a distribuição de vacinas proporcionalmente ao número de habitantes de cada estado, e não o poder aquisitivo de cada um, assim, todo o país será imunizado de forma segura e justa, contribuindo para o cumprimento dos princípios do sistema de saúde brasileiro.