Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 30/09/2022
Com a chegada da Covid-19, inúmeros problemas nunca vistos, ou então silenciados, vieram à tona. Entre eles, a dificuldade enfrentada com o isolamento e distanciamento social, e também a clara distinção entre classes sociais, não apenas em um país, mas em um âmbito global; dentro delas, está a distribuição das vacinas contra o vírus citado, causando não apenas a transparência econômica de um país, como também um impacto nos direitos humanos.
Primeiramente vale pontuar que o número de vacinados é diretamente proporcional ao estado econômico de cada país. A exemplo deste fato, têm-se pela ONU, em seu relatório, constratado que países subdesenvolvidos contam com taxas baixas de vacinação e não apenas pela ausência da existência de tal, mas sim, pelo baixo investimento financeiro do país na área da saúde, não contando com pesquisadores própios para sua fabricação, o que leva o Estado a comprar de países que possuam a patente, se tornando assim, mais caro e inviável o maior número de indivíduos protegidos.
Outrossim, a ligação dos direitos humanos com a vacinação global é indispensável. Consta na Constituição Brasileira, art.6, que todo cidadão tem direito à saúde de qualidade fornecida pelo Estado, como também o direito à vida em resultado da submissão às leis implementadas. Sendo assim, não teria todo indivíduo que as segue rigorosamente o direito indispensável à vacinação gratuita para proteção de sua vida e saúde? de acordo com Jhon Locke, sim; o filósofo propõe a ideia de “contrato social”, que nada mais é, do que o citado acima: o Estado tem dever de promover saúde de qualidade e o direito à vida a seus cidadãos. Como não é o que vêm ocorrendo em países subdesenvolvidos (parágrafo anterior), os direitos humanos estão sendo negligenciados.
Em suma, uma solução se ascende, na ação de organizações intergovernamentais, como a ONU, na mediação de programas que visem a troca de vacinas por países desenvolvidos, para com os subdesenvolvidos, na troca de relações comerciais, com também o governo se propondo como prioridade econômica, superar os desafios e lacunas causadas pela ausência de vacinação eficaz, comprindo assim, o contrato social, proposto por Locke.