Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 27/09/2022
O direito à saúde é um valor universal e que deve ser exercido e atendido por todos os humanos. Entretanto, com a pandemia de 2020 foi percebido uma desigualdade que se refletiu aos acessos das vacinas contra a agente infeccioso e que se deve as diferenças econômicas dos países, as vacinas serem produzidas em um âmbito privado e as más gestões governamentais.
Primeiramente, é preciso avaliar o poder de compra dos Estados. Nesse sentido, as empresas produtoras dos imunizantes são privadas e os produtos eram vendidos para os países, o que gerou uma discrepância nas compras, visto que existem países subdesenvolvidos que ficaram excluídos dessa obtenção devido ao seu baixo poder aquisitivo. Prova disso, é dados do jornal CNN mostram que as países industrializados chegaram a receber dez vezes mais vacinas do que os pobres. Portanto, fica claro que as diferenças de renda influência a saúde do povo.
Além disso, é preciso avaliar os trabalhos governamentais como fator. Dessa forma, é visualizado uma má gestão dos recursos em um âmbito nacional, dado que houveram regiões que receberam mais vacinas do que outros, por exemplo o Brasil, em que regiões ficaram com um déficit na cobertura populacional, mostrando um trabalho errado com os recursos. Isso é comprovado com dados do Ministério da Saúde que mostram que estados como São Paulo receberam 15 milhões de doses e Roraima apenas 1 milhão. Por isso, é perceptível uma ineficiência de políticas governamentais como um implicante.
Em síntese, há a necessidade de alteração do cenário. Logo, a Organização Mundial da Saúde deve trabalhar para efetuar uma quebra de patente das produtoras e compartilhar as formas de produção das vacinas com outros laboratórios, por meio da transformação das receitas em um patrimônio da humanidade, para haja uma produção em larga escala que atenda todos os necessitados. Outrossim, o Ministério da saúde deve trabalhar para mudar a logística das distribuições de imunizantes, usando métodos mais igualitários e que atendam as demandas estaduais, a fim de se ter um compartilhamento uniforme em âmbito nacional. Com isso, em um longo prazo, será possível que todos possam ser vacinados e não haja um descomprimento dos direitos universais.