Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 27/09/2022
Para Georg Hegel, filósofo alemão do século XVIII, toda realidade pode ser considerada fruto de um processo histórico. Analogicamente, desde a colonização -início do processo sociocultura do país - poucas ações foram efetivas para se alcançar a equidade social, o que trouxe consequências negativas para o Brasil, como a má destribuição vacinal. Analisando esse contexto, é inadimiscivél que tal prática, perversa, ainda persista na sociedade contemporânia, seja pelo desamparo governamental, seja pelo pouco esclarecimento de uma parcela social.
Sob esse viés analítico, é importante destacar, a princípio, que a inoperância estatal corrobora para a perpetuação dessa problemática. Nesse sentido, ainda que o direito à saúde seja garantito pela Constituição cidadã, essa prerrogativa é desrespeitada, tendo em vista os inumeros brasileiros, principalmente pobres e que vivem afastados dos grandes centros urbanos, vacinados tardiamente ou excluidos do processo vacinal, isso é, por pertencerem a uma classe vista como inferior, são menos priorizados em detrimento a grandes elites urbanas. Sob esse aspecto, o geografo Milton Santos em seu conceito “Cidadania mutilada” denuncia a subtração de direitos e a consequente lesão a integridade de vida cidadã. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua a desigualdade social.
Além disso, é válido ressaltar a falta de esclarecimento sobre a importância da vacinação. Com efeito, vislumbra-se cidadãos pouco esclarecidos sobre os beneficios da vacina, geralmente pessoas com mais idade e com baixa intrução educacional, isso gera a perpetuação de ideias invericas que atrazam a destribuição vacinal e consequentemente a superação da pandemia. Tamanho desmazelo, como pontual o filósofo Noberto Bobbio, é uma opinião errônea aceita positivamente, sem passar pelocrivo do raciocinio, da razão.
Torna-se evidente, portanto, os desafios para combater a desigualdade na destribuição de vacinas contra COVID-19. Urge por conseguinte, que o Estado, como defensor dos direitos da população e do bem estar-social, por meio de investimentos, crie projetos de melhores distribuição vacinal para setores mais distantes, como equipes de distribuição para fazer entregas em todas essas regiões, a fim de minimizar a má distribuição. Ademais cabe