Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 14/10/2022
O Poço”, narrativa de suspense psicológico, retrata uma crítica à desigualdade social através da representação da fartura de alimentos a poucos e escassez a muitos. Nesse viés, a desigualdade apresentada na trama é análoga à realidade internacional, visto que, na atualidade, há uma distribuição desigual de vacinas combatentes do coronavírus, excluindo, assim, países mais pobres da imunização. Visto isso, é essencial destacar a gradual eliminação das camadas mais pobres e lenta recuperação econômica de países em dívida internacional como severos impactos da má distribuição de vacinas contra a COVID-19.
Convém salientar, a princípio, que a segregação relativa ao manuseio da vacina resulta na gradual eliminação da camada em necessidade da sociedade. Consoante William Shakespeare, poeta do século XVII, os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança. Sob esse viés, é notável a semelhança entre essa realidade passada e a atual, haja que a massa social pobre deprivada do direito à saúde não tem acesso à imunização e, logo, só lhe resta esperança de um futuro melhor. Dessarte, é importante que a imparcialidade sobre a distribuição de imunizantes seja instituída.
Outrossim, a lenta recuperação socioeconômica de países em dívida internacional em função da escassez de vacinas é consequência direta da desigualdade na disposição dessas. Segundo dados fornecidos pelo FMI, Fundo Monetário internacional, mais da metade dos países sul-americanos e africanos estão em dívida internacional. Nesse sentido, em razão da dívida que essas nações retêm e o desigual fornecimento de vacinas, tanto a distribuição interna destas quanto a recuperação econômica serão lentas, e por conseguinte, haverá um ciclo de endividamento sobre os países que mais precisam de auxílio internacional.
Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário refletir acerca dessa prática contemporânea e a sua mitigação. Logo, cabe às nações pertencentes ao G8, os oito países mais economicamente ativos, garantir, por meio do perdão das dívidas aos países mais endividados, a distribuição imparcial de vacinas contra o coronavírus, a fim de diminuir as desigualdades relativas à saúde no mundo inteiro.