Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 04/10/2022
Segundo a OMS “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença.”. Tal citação vem a tona quando se observa a desigualdade com que foi feita a vacinação do covid-19. Países ricos estavam aplicando uma terceira dose de reforço, enquanto pobres tinham uma taxa insignificante de sua população vacinada.
Precipuamente, é fulcral pontuar que não houve um balanceamento adequado na compra de vacinas. Nota-se que países ricos tiveram acesso infinitamente maior à compra destes imunizantes. Com essa compra em grande escala, gerou uma escassez destes insumos para países com menor poder aquisitivo. Gerando, um desbalanceamento socioeconômico no âmbito mundial.
Ademais, é imperativo ressaltar que em novembro de 2021 Portugal tinha vacinado 87% de sua população segundo a OMS, em contra ponto, em abril de 2022 ainda haviam mais de 20 países com menos de 10% de sua população vacinada, dentre eles o Haiti por exemplo. Tais dados demonstram de maneira clara essa desigualdade para conseguir vacinar a população de países mais pobres.
Com isso, percebe-se que a desigualdade com algo que para nós brasileiros já parece ter acabado, mas perdura até os dias de hoje. E para que estes países consigam vacinar toda sua população é necessário que outros países por meio de campanhas façam doações de vacinas e estrutura para uma vacinação em massa, visando o bem-estar da população mundial. Mas isso é uma tarefa quase impossível de se concretizar tendo em vista o modelo capitalista atual em que vivemos onde se visa o lucro acima de tudo, até mesmo do bem-estar social.