Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 14/10/2022

Na obra “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, a desigualdade entre as distribuições das vacinas contra à Covid-19, representa um obstáculo de grandes proporções. Assim, é notório que esse cenário antagônico é fruto da falta da emissão de vacinas para países de baixa renda que necessitavam vacinar sua população, quanto do combate em escala global para impedir maior propagação do vírus.

Em primeira análise, é imperioso analisar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de acesso a imunização contra à Covid-19 a toda população. De acordo com o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, porém esse preceito não é concretizado na sociedade, uma vez que o Estado não cria medidas públicas voltadas ao maior investimento em compras e distribuição de vacinas, e, como consequência dessa negligência, ocorre um agravamento dos casos do vírus, visto à sua facilidade de transmissão, na qual, prejudica-se o combate e erradicação da doença. Dessa forma, fica claro, que as autoridades, com urgência, precisam mudar seu posicionamento diante do impasse.

Outrossim, é crucial explorar o efeito a falta de combate da doença causada pela falta de vacinas à países pobres, como agente influenciador do revés. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), se tornou necessário requisitar a países ricos que a população iria tomar a 3ª dose da vacina, a prioriedade voltada à países pobres que iriam inicar sua primeira dose de vacinação. Logo, se evidência a desigualdade perante esse cenário, e o seu enfrentamento à doença.

Portanto, urge que o Estado, tome providências para combater o cenário atual. Assim, o Ministério da Saúde, deve criar, mediante verbas governamentais, o aumento de investimentos em compras de vacinas e maior facilidade na transmissão delas para países que necessitam, a fim de erradicar a doença de forma global. Somente assim, será possível alcançar o bem-estar social.