Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 15/10/2022
Em 1889, o filósofo Raimundo Teixeira Mendes, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como os impactos da desigualdade social na distribuição das vacinas contra a Covid-19. Nessa perspectiva, tal panorama decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma significativa banalização pública acerca dos devios de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) e a elitização de um direito humano constitucional.
Diante desse cenário, é fulcral ressaltar que o descaso do governo em propiciar medidas para a redução da desigualdade social, faz com que o óbice se mantenha. Seguindo tal análise, a série “Sob Pressão”, mostra a real situação do sistema público de saúde, o qual por conta do desvio de verbas gerados pela corrupção nos hospitais, acarretam na ausência de equipamentos básicos, como tubos e remédios essenciais. Desse modo, no contexto da Covid-19, ocorreu a demora para a distribuição das vacinas, visto que, o poder executivo não liberou verbas para a compra desses métodos preventivos, causando o aumento do número de óbitos.
Ademais, salienta-se a banalização pública sobre a desigualdade social, visto que desde o período imperial brasileiro, apenas as oligarquias tinham potencial para opiniar, sendo estas hoje, consideradas os altos níveis. Sob esse viés, dispondo somente da elite da sociedade obtendo “voz”, a população pobre acaba sofrendo os atrasos e as consequências de tal rejeição. Outrossim, corrobora-se que de acordo com pesquisas do site G1, em 2020, o número de óbitos que frequentavam a camada popular corporativa, foi acima de 70% se comparado ao nível aristocrata. Desse modo, ratificando as consequências do atraso das vacinas ao povo pobre.
Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promova políticas públicas para mitigar esse imbróglio. Para tanto, é necessária a implementação de leis que aumentem o controle do transvio monetário da saúde pública e as ações para reduzir essa intolerância, mediante a contratação de bons e justos profissionais e a promoção de palestras e bate-papos nas ruas sobre a necessidade do tema. Logo, se almejará o cumprimento dos direitos humanos e da adaptação do lema de 1889.