Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 16/10/2022

Segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), a Covid-19 deixou quase 700 mil mortos no Brasil. A alta viralidade em conjunto com o atraso da vacinação contribuíram com a alta a taxa de mortalidade. Não obstante, a desigualdade vacinal fica clara entre países ricos e pobres, onde os mais desenvolvidos detém de mais tecnologia e consequentemente de mais vacinas.

Devido a revolução industrial, a tecnologia de tornou fundamental para a sociedade para o progresso dos países, se tornando símbolo de desenvolvimento. Ainda hoje os recursos tecnológicos são sinônimos de desenvolvimento, sendo fundamentais para a ciência, como para a produção de vacinas. Países mais desenvolvidos possuem mais tecnologia e recursos para produzí-las, enquanto países que não possuem recursos dependem de terceiros para que sua população seja vacinada. Porém, a distribuição não é proporcional.

Ademais, Marx dizia que o capitalismo é um sistema de desigualdades sociais, onde os ricos exploram os mais pobres, estabelecendo uma relação de poder, tal que os explorados não têm direito a consumir o que é produzido. A exploração entre países é inegável, mesmo em situações críticas como a Covid-19. A relação de poder entre os países ricos e os pobres permanece de forma que as vacinas produzidas são majoritariamente feitas para os mais desenvolvidos, criando-se um monopólio.

Portanto, é clara a desigualdade da distribuição vacinal entre países, sendo necessário que a Organização Mundial da Saúde entre em contato com os principais países produtores de vacina, tais como Estados Unidos, Brasil e China, para que se criem programas de de distribuição em conjunto com as empresas de fabricação das mesmas, a partir aplicação de recursos financeiros e doação de parte das vacinas para os países menos desenvolvidos para que aumente o número de vacinados.