Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 20/10/2022

A constituição brasileira de 1988 visa garantir igualdade à todo cidadão, entretanto, na prática esse direito não é concedido a todos. Vê-se, por exemplo, durante a pandemia do Covid-19 que a desigualdade esteve ainda mais acentuada, lugares desenvolvidos economicamente recebiam as vacinas com antecedência e em maior quantidade. Estudos realizados pela OMS revelam como países subdesenvolvidos e emergentes foram negligenciados nessa pandemia. O atraso na distribuição de vacinas afeta negativamente não apenas socialmente como economicamente também.

Primeiramente, devido à má distribuição de imunizantes, alguns países e estados precisaram adiar diversas atividades, como a volta dos estudantes para as escolas. Diversas crianças tiveram seu ensino interrompido pois não possuiam condição de continuar remotamente, tendo sido afetadas permanentemente pelo atraso intelectual em relação à outras com acesso a tecnologia desenvolvida em casa, um bom espaço para estudar e condições para manter seus estudos e materiais, pois como disse o filósofo Levy Pierre, toda nova tecnologia cria seus excluídos

Além disso, impactos econômicos também devem ser analisados. Com a falta de vacinas para a população, empresas começaram a fechar as portas e o alto índice de desemprego cresceu intensamente na pandemia segundo dados confirmados pelo IBGE, colocando uma parcela do Brasil no mapa da fome. Ou seja, com o desemprego em alta, empresas falindo, a inflação subindo e o poder de compra as pessoas cada vez menor, a economia brasileira que enfrentava uma crise anteriormente só tendeu a piorar. Entretanto, deve-se ressaltar que crise essa que prejudicou intensamente o setor mais pobre que não possuía recursos para se manter, pagar seus aluguéis e sequer comer, diferente de pessoas com condições privilegiadas.

Verifica-se, portanto, que o problema é grave e deve ser combatido. Por isso, cabe ao governo, que tem o dever de garantir o bem estar da população, garantir que a desigualdade não afete com tanta intensidade pessoas de menor renda, por meio de programas sociais e auxílio financeiro para que essas parcela da população não possua atraso e não seja segregada em relação a outras pessoas.