Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 25/10/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a vacinação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativo não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a covid-19, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: falta de funcionários nas empresas e grande taxa de produção de vacinas.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de funcionários nas empresas. Nesse sentido, alguns setores ficaram vagos por questões de empregados. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ´´contrato soocial´´, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a vacinação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a grande taxa de produção de vacinas como impulsionada a falta de vacinação por questão da demanda. segundo o IBGE, cerca de 30% dos países não chegava vacina, por causa da demanda nas fábricas e isso prejudicando o seu capital por motivos de grande produção.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprecindível que as empresas privadas, fazer alteração na infraestrutura para conseguir contratar funcionários, com a geração de mais empregos a produtividade da vacina será de forma acelerada, a fim das propriedades privadas conseguir entregar as vacinas em curto prazo. Assim, se consolidará uma sociedade mais protegida, onde o estado desempenha corretamente seu ´´contrato social´´, tal como afirma John Locke.