Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 27/10/2022

A teoria evolutiva da seleção natural proposta pelo pesquisador Charles Darwin afirma que apenas os indivíduos mais adaptados ao ambiente sobrevivem à suas pressões seletivas. No entanto, ao analisarmos o contexto da nova pandemia oca-sionada pelo vírus COVID-19, é possível atrelar essa característica evolutiva à imuni-zação passiva contra essa mazela. Dessa forma, o caráter que garante a sobrevi-vência dos indivíduos deixa de ser apenas um fator biológico e passa a ser influen-ciada pelo âmbito financeiro devido ao alto valor desses insumos. Logo, é observá-vel a construção de um entrave com características específicas, evidenciado por meio de teorias sociológicas e refirmado por dados estatísticos alarmantes.

Nesse contexto, cabe analisar que é essencial considerar o panorama histórico ao analisarmos os problemas sociais contemporâneos. Segundo Karl Marx em sua teoria sobre o Materialismo Histórico, as desigualdades são geradas por condições anteriores ao nascimento de cada ser, sendo possível associar causas históricas ao óbice em questão. Ao analisarmos os territórios com os menores índices de vacina-ção é possivel notar a presença de diversas marcas históricas de imperialismo e subjugamento à países considerados desenvolvidos, motivos esses que atrasaram economicamente diversas localidades, principalmente no continente africano.

Como resultado, os dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde os quais afirmam que apenas 20% de habitantes de países de renda baixa receberam a primeira dose, em comparação com 80% nos países de rendas alta demonstram uma realidade alarmante. Esse fator, atrelado a sistemas sanitários frágeis, pode ocasionar o colapso total na promoção dos serviços de saúde, desde os mais sim-ples até os processos mais complexos, dizimando boa parte da população que de-pende dessa assistência e atrasando ainda mais o processo de recuperação e supe-ração dessa doença.

Portanto, medidas são necessárias a fim de diminuir os impactos da desigualda-de na distribuição de vacinas contra a Covid-19. Assim, cabe à Organização das Na-ções Unidas - ONU - o desenvolvimento de projetos assistencialistas através da união dos países com maior destaque na prevenção dessa virose, realizando multirões em locais mais afetados por meio de doses