Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 02/11/2022

O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em uma sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Com isso a questão da desigualdade na distribuição das vacinas, persiste intrínseca a realidade brasileira, seja por questões políticas, seja pela falta de debates.

Em primeiro lugar, pode-se apontar como parte da consolidação destes impactos, a falta de debates. O Filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da desigualdade nas distribuições das vacinas contra a Covid-19, que tem sido silenciado. Assim sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Ademais, as questões políticas apresentam-se como outro fator que influencia na efetivação dos impactos da desigualdade na distribuição de vacinas. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente no Brasil, a desigualdade na distribuições de vacinas não encontra respaldo político necessário para ser solucionada, o que dificulta a erradicação do problema.

Portanto, torna-se imperativo o desenvolvimento de medidas pelo Ministério da Saúde, com o apoio da Secretaria da Saúde de cada estado, que visem o aumento das entregas de vacinas em áreas mais carentes do país, pois são nessas áreas que a desigualdade se mostra mais notória. E também, a criação de um projeto que ajude os postos de saúde na atração da população local para o recebimento de sua dose. A fim de então, diminuir a desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19 e consequentemente seus impactos.