Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 28/10/2022

Karl Marx, sociólogo alemão, defende que o capitalismo se sustenta na diferença entre as classes sociais. Desse modo, na visão do pensador, a desigualdade na distribuição de vacinas contra COVID-19 no mundo é um exemplo desse sistema. Assim, esse desequilíbrio no tratamento do vírus reflete uma injustiça maior, que tem como princpais impactos a continuidade da pandemia e a morte de inúmeras pes-soas, especialmente de países mais pobres.

Em primeiro lugar, a falta de vacinas nos países subdesenvolvidos impede o fim da pandemia de COVID-19. Nesse contexto, por volta de 1500, o processo de Colo-nização empregado por países europeus fez com que as nações dominadas inicias-sem seu desenvolvimento tardiamente. Então, atualmente, essas nações são de-pendentes da tecnologia de suas antigas metrópoles, o que inclui as vacinas. Dessa maneira, enquanto a doença está controlada em países desenvolvidos, que possu-em a população já na terceira dose, nas ex-colônias, principalmente africanas, a va-cina não foi distribuída. Prova disso é que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 95% da população africana ainda não foi vacinada. Portanto, fica claro que esse déficit resulta no prolongamento da pandemia para aqueles que são menos favorecidos

Além disso, outro grande impacto é a quantidade de sujeitos que morrerão devi-do a falta de vacinação. Nesse sentido, Guimarães Rosa, escritor mineiro, represen-ta, no conto “Sarapalha”, como uma epidemia de malária destroí comunidades do interior sertanejo. Por fim, o modernista conclui que, na verdade, que está doente é a terra, ou seja, o local é tão abandonado pela sociedade que quem vive ali mor-re. Analogamente, os países empobrecidos são privados dos cuidados adequados que a pandemia necessita, visto que o restanto do mundo não se importa com polí-ticas de distribuição igualitária das doses, ocasionando o crescimento de mortos.

Em suma, é indubtável a necessidade de mudança. Para isso, a OMS, com auxílio dos países portadores das tecnologias, devem compartilhar as técnicas para a pro-dução de vacinas nas nações pobres, por meio de leis urgentes. Tudo isso com a fi-nalidade de combater os impactos gerados pela má distribuição das mesmas.