Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 07/11/2022
“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase da filósofa Hannah Arendt aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da garantia do pleno acesso a vacina contra a Covid-19 no Brasil, por meio da distribuição equitativa, verifica-se uma lacuna que precisa ser corrigida. Nessas circunstâncias, torna-se evidentes como causado do problema a ineficiência governamental e as desigualdades entre as nações.
A princípio, identifica-se que a ineficiência da política pública de acesso a cidadania no Brasil, por meio da distribuição de vacinas contra a Covid-19, manifesta-se como um dos desafios que precisam ser abolidos. Acerca disso, segundo uma pesquisa do DataSUS, estima-se que apenas 12% da população brasileira teve acesso a primeira dose da vacina, no segundo semestre de 2021, um índice relativamente baixo, em comparação com países da União Europeia. Tal fato ocorreu, entre outros motivos, devido à demora em adquirir esses fármacos. A vista disso, muitos cidadãos foram impactados. Logo, é indispensável que o Estado supere esses obstáculos.
Outrossim, cabe ressaltar que a desigualdade entre as nações é um forte empecilho para o combate ao coronavírus. Acerca disso, o Secretário Geral da ONU, António Guterres afirma que só é possível superar as adversidades globais por meio do combate às desigualdades entre povos e nações. Enquanto tal fato não é colocado em prática, verifica-se que muitos países ricos estão imunizando a sua população com a segunda e terceira dose, enquanto em países mais carentes, apenas 10% do público alvo conseguiu acesso ao imunizante. Em suma, é indispensável transpor essa realidade com a fim de um mundo mais justo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se contrapor a essa realidade. Para isso, é fundamental que o governo, recorrendo ao Ministério da Saúde, desenvolva políticas eficientes de combate à covid. Tais ações devem ocorrer, por meio do subsídio a compra e distribuição rápida dos antídotos, de forma homogênea para toda população e financie a aquisição para aqueles países que estiverem em vulnerabilidade. Somente assim, a humanidade será beneficiada.