Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 11/11/2022
Idealizado pelo filósofo Raimundo Texeira, com base nos princípios do positivismo, o lema “Ordem e Progresso” -escrito na bandeira brasileira- expõe um dos objetivos da nação verde amarela: o avanço da sociedade mediante a defesa da ordem. Nota-se, todavia, que tal propósito se limita a teoria uma vez que a desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19 configura um grande desafio a ser sanado. Nessa lógica, compreender o papel do Governo Federal como principal encarregado e a discrepância social como causas do revés é fundamental.
Nesse sentido, é importante pontuar a omissão do governo como fomentadora do imbróglio. Sob essa ótica, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda coletividade. Tal concepção, entretanto, não se aplica a conjuntura hodierna, uma vez que as autoridades governamentais não medem esforços para criar ações que resolveriam a má distribuição das vacinas como reunir dados das principais regiões que são afetadas para agilizar a chegada do medicamento. Essa negligência, por consequência, promove a permanência do entrave.
Nessa perspectiva, pontua-se a disparidade econômica como influente no dilema. A esse respeito, o escritor Ariano Suassuna de dendê a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasileira em duas vertentes: a dos favorecidos e dos despossuídos. Sendo assim, a parcela populacional do grupo desfavorecido marjoritariamente se encontra em lugares de infraestrutura precária, o que, por fim, ocasiona maior dificuldade para acessar tais locais. Dessa forma, necessita-se de meios que amenizem a situação da população vítima da dificuldade secular.
É preciso, portanto, superar a gênese dos impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19. Logo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional -órgão federal responsável por desenvolver as regiões brasileiras- equiparar a prosperidade das regionalidades do país, por meio de investimentos direcionados à infraestrutura de cada localidade, com o intuito de facilitar o escoamento de cargas especiais como as vacinas. Além disso, o Ministério da infraestrutura deve focar na melhoria do alicerce de regiões carentes. Espera-se, com essas medidas, diminuir os impactos do impasse no Brasil.