Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 10/11/2022

No período da República-Velha, no Brasil, o Dr. Oswaldo Cruz conseguiu a aprovação da Lei da Vacina Obrigatória contra o sarampo, pelo Congresso Nacional, na qual , odos os brasileiros eram obrigados a receber a dose de imunização. Ao transceder o contexto histórico, a pandemia da COVID-19 apresenta uma antagonia a esse processo, neste caso, a parte mais inferiorizada do planeta não possui acesso as vacinas. Nesse sentido, é fundamental entender o que provoca essa desigualdade a fim de propor medidas que, de fato, combata essa problemática.

Diante dessa questão, é necessário uma análise no processo segregatório presente na dinâmica mundial, os países mais ricos dominam à produção e distribuição das mesmas, mas de forma desproporcional. Exemplificadamente, na maioria dos países da África a população não recebeu nem a 1° dose, entretanto, nos países ricos pessoas saudáveis e imunizadas recebem a dose reforço. É nesse prisma, que o sociólogo Sérgio buarque afirma que o brasileiro carrega consigo forte traços do seu passado, e analogicamente outras nacionalidades também, ao não perceberem a causa da não resolução mundial do problema.

Ademais, como resultado desse processo as populações não vacinadas, infelizmente, estão propícias a serem foco de ambientes hospedeiros para novas variantes, e que assim, faz com que a vacina não possua eficácia utilização. Acerca disso, é lícito referenciar o pensamento do professor israelense Yuval Harari, no qual afirma, na sua obra “21 lições para o século XXI”, que a maioria dos indivíduos não são capazes de perceber os reais problemas do mundo, o que favorece uma postura apática diante dos mesmos, assim como aconteceu na pandemia com os grandes líderes mundiais.

Portanto, medidas são necessárioas para resolver o impasse. Para isso, é fundamental que a Organização Mundial de Saúde (OMS) exija dos países mais ricos, auxílios financeiros para compra e aplicação das vacinas contra a SARS-CoV-2. Tal medida deve ocorrer por meio de campanhas de vacinação “porta a porta”, assim como ocorreu no Rio de Janeiro, na epóca da replública oligárquica, mas também enviando profissionais da saúde para os países mais necessitados e divulgando as campanhas através dos meios de comunicação. Espera-se que com essas medidas as desiguldades na distribuição de vacina seja aniquilada.