Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 28/12/2022
O atual mundo capitalista é o grande responsável pela desigualdade na distribuição de vacinas contra a COVID-19, uma vez que essa distribuição ocorreu primeiramente aos países de primeiro mundo, que tinham maior poder aquisitivo. Dessa forma os países subdesenvolvidos tiveram grandes impactos sanitários e socioeconômicos. Visto que esse assunto é de relevância mundial, é extremamente importante ser abordado e discutido.
Em primeiro lugar, os impactos sanitários são os primeiros a serem observados nos países subdesenvolvidos, sendo que quanto mais tempo demora para acontecer a vacinação da população, maior é o número de pessoas que adquirem a doença, além do mais, pelo fato de se tratar de um vírus RNA o agente etiológico da doença, quanto mais se adia a vacinação da população maior é a chance de acontecer mutação viral e ter aparecimento de novas variantes da doença. Além do mais, muitas pessoas que tinham outros problemas de saúde, evitavam ir ao hospital por medo de ficar doente pela COVID- 19, agravando ainda mais os problemas de saúde já existentes.
Além disso, os impactos socioeconômicos foram inevitáveis nos países subdesenvolvidos, uma vez que o isolamento social dos doentes por COVID-19, é necessário para evitar a transmissão da doença aos sadios. Devido esse fato, várias pessoas não conseguem trabalhar, e conforme o tempo passa acabam não tendo dinheiro para comprar comida e pagar as contas mensais, tornando impossível sustentar suas famílias, levando o povo a miséria e o estado a uma grande crise financeira, que ainda vai perdurar por um longo tempo.
Por fim, sendo a saúde um dos direitos sociais dos indivíduos, então cabe a (OMS) fiscalizar e distribuir o poder de compra das vacinas contra a COVID-19 de forma igualitária a todos os países, para evitar o aumento do número de mortos pela doença, além de reduzir os impactos socioeconômicos e sanitários nos países subdesenvolvidos.