Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 08/01/2023
A falta de acesso equitativo às vacinas contra a Covid-19 entre os países resulta no prolongamento da pandemia e atraso da recuperação socioeconômica dos países que apresentam renda baixa e média-baixa. Um estudo publicado na revista “The Lancet Americas” aponta que regiões com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio e baixo apresentaram menor cobertura vacinal na fase inicial da vacinação quando comparados ao resto.
“Em alguns países de renda baixa e média, menos de 1% da população está vacinada. Isso está contribuindo para uma recuperação desigual da pandemia de COVID-19.” Afirma o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Achim Steiner. As nações que tem menor acesso as vacinas enfrentam problemas para restabelecer suas economias, visto que, sem os imunizadores, elas não são capazes de atenuar ou cessar as consequências da erradicação do vírus.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 20% dos habitantes dos países de renda baixa receberam a primeira dose da vacina contra o covid-19, em comparação com os 80% dos habitantes imunizados dos países de renda alta. A disparidade na distribuição de imunizantes contra a Covid pode resultar no prolongamento da pandemia pois, devido a esse cenário, os vírus presentes nos países não imunizados podem alimentar os focos onde o vírus ainda está ativo, favorecendo a criação de novas variantes e impedindo o fim da sua transmissão.
Em conclusão, o desequilíbrio na distribuição dos imunizantes contra a Covid-19 pode impossibilitar a recuperação social e econômica dos países de renda baixa e prolongar a pandemia. Com o objetivo de extinguir essa desigualdade, os Governos dos países que foram responsáveis pela produção das vacinas devem oferecer aos países de renda baixa acesso facilitado a elas, de forma que todos os países tenham as mesmas oportunidade de fazer uso delas.