Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 12/01/2023
" Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros" a citação de um dos maiores escritores ingleses do século XX, George Orwell, define muito bem o cenário mundial de desigualdades na distribuição de vacinas contra a Covid-19 em todo o mundo. Saindo de uma perspectiva de uma nova ordem mundial de globalização sugerida pela maior pandemia do século XXI, o momento pandêmico mostrou mais do mesmo, fronteiras invisíveis, resistentes e desastrosas.
Em primeiro lugar, podemos destacar a ideia de globalização voltada a saúde mundial como extremamente falha, em recente entrevista ao podcast Xadrez Verbal o pesquisador Brasileiro Atila Lamarino, revelou que o Continente Africano é o mais prejudicado com a ausência dos imunizantes, em contrapartida nos EUA está ocorrendo desperdícios das doses de vacina. Essa discrepância, tem gerado um alerta na Organização Mundial de Saúde (OMS), para o perigo do surgimento de novas variantes que escapem a ação atual do imunizante.
É imprescindível apontar, ainda, que culpabilizar culturas também não dá uma resposta, basta observar o sistema de Covid zero implatando na China e que só teve a política abandonada após o incêndio que matou alguns Chineses que possivelmente estavam seguindo a rigorosa quarentena do governo, após várias manifestações o presidente Xi Jinping relaxou as medidas. A verdade narrada por diversos jornais é que o País sentia-se culpado pelo surgimento do vírus no mercado de Wuham e tentará manter o controle pelo menos em suas fronteiras.
Dessa forma, percebe-se que é necessário a criação de uma política pública de saúde mundial, por meio de orgãos como a OMS com um sistema de banco de dados unificado, inclusive quanto a vigilância epidemiológica, que tenha uma equipe multiprofissional de diversas nacionalidades funcionando de maneira conjunta, criando um sistema de diplomacia da saúde internacional a curto prazo, em que seja acolhida e respeitada as diferenças e distribuidas de maneira igualitária não só as vacinas da Covid-19, bem como toda e qualquer proposta de saúde em defesa de um só povo que é a humanidade.