Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19
Enviada em 18/02/2023
A Segunda Revolução Industrial trouxe diversas inovações tecnológicas, o que possibilitou uma maior conexão entre regiões e países. Contudo, mais doenças foram transmitidas e mais pessoas ficaram doentes. Assim, o que ajudou a controlar a situação foram as vacinas, possibilitando um controle maior nas transmissões. Porém, hoje em dia, muitas pessoas estão morrendo do Covid-19 por causa da má distribuição das vacinas nos países de baixa renda. O qual atrasa o fim da pandemia, além disso, pode gerar um novo surto mundial.
De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, apenas 20% dos habitantes de países de terceiro mundo receberam a primeira dose, em comparação com 80% nos países de renda alta e média alta. Ou seja, algumas nações ricas já completaram a vacinação e avançaram para a segunda e terceira fase, enquanto o oposto ainda não conseguiu vacinar toda a população com a primeira dose. Já que os preços das vacinas são altos e os mesmos não possuem tecnologia e profissionais capazes de desenvolver seus próprios medicamentos contra o Coronavírus.
Outrossim, quando uma região não está vacinada, as chances das pessoas serem infectadas e de transmitirem a doença são maiores, afinal, o vírus não respeita fronteiras nacionais. Ainda mais, segundo o Willem Hanekom, diretor do Instituto de Pesquisa e Saúde da África, “com mais vírus por aí. Há mais chances de que eles se modifiquem”. Já que o agente infeccioso pode sofrer mutações quando passado para outros indivíduos. Por isso que é muito perigoso ter tantos lugares sem a devida proteção, pois pode ocasionar outra pandemia.
Dito isso, medidas internacionais devem ser tomadas para resolver esse impasse. Como a prioridade dos países subdesenvolvidos de conseguir as vacinas através do Covax, mecanismo para as nações de baixa renda conseguirem ter acesso as vacinas, visto que o programa não conseguiu cumprir sua meta, pois muitas nações ricas estão comprando centenas de doses, limitando a quantidade de medicamentos. Desse modo, a ONU em conjunto com a OMS, deverão dar prioridade em vacinar toda a população mundial e depois continuar com as seguintes fases da vacinação.