Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 08/05/2023

A palavra “Equidade” significa o tratamento igualitário de todos os indivíduos. Tal palavra faz parte dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê a diminuição da desigualdade. No entanto, no contexto economicamente instável da pandemia, o conceito não foi plenamente aplicado, principalmente no que concerne a distribuição de vacinas da Covid-19. Os impactos tardios desse descuido se expressam nas finanças das famílias brasileiras e na sequela econô-mica de longo prazo no setor da saúde.

À priori, a ausência de vacinas aumentou o número de famílias em condição de vulnerabilidade econômica. O salário mínimo no Brasil em 2020 era de R$1045,00. Em contrapartida, o custo de vida da classe média e baixa é de R$2000,00, ou seja, famílias, com frequência, necessitam de 2 pessoas para manter seu sustento. Nesse contexto, a contaminação ou morte de indivíduos, causados pelo atraso ou a ausência de vacinas, resultou na instabilidade financeira desses grupos.

Ademais, as sequelas permanentes da Covid-19 vão gerar um impacto econômico considerável no setor da saúde. No cenário pós-pandemia, as pesquisas sobre a doença revelaram que aqueles que contraíram Covid antes de serem vacinados desenvolveram sequelas mais significativas e permanentes na capacidade respira-tória e neurológica. Tendo em vista que o grupo mais afetado pela desigualdade de entrega das vacinas é o mesmo que depende completamente do SUS, é inevitável a chegada de um impacto econômico no setor da saúde, principalmente no que se refere a gastos com recuperação da saúde e manutenção da qualidade de vida de sequelados da pandemia.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde desenvolva uma protocólo de saúde, por meio de projetos de imunização total e conscientização nos postos de saúde. Tais projetos devem incentivar a imunização completa da população e educar sobre as sequelas do Covid e os recursos disponiveis para tratar tais problemas. O protocólo terá a finalidade de garantir a erradicação da doença e a qualidade de vida dos brasileiros. Assim, seremos novamente regidos pela equidade no SUS.