Os impactos da desigualdade na distribuição das vacinas contra a Covid-19

Enviada em 15/02/2024

Segundo o pensador Cleisson Vieira “a pandemia nos obrigou a mudar de vida, todos, sem exceção”. Nesse sentido, a pandemia da COVID-19 obrigou uma mudança radical nos hábitos da vida social, entretanto, observou-se que havia uma desigualdade crescente na distribuição de vacinas pelos países, onde os países mais pobres foram os que mais sofreram.

Dessa forma, conforme o pensador Flávio Pimentel, “a vacina contra Covid-19, é um alento onde os políticos querem detê-la como uma joia da coroa”. Nesse viés, muitos políticos negligenciaram a vacina da covid. Isso, promoveu na multiplicação de variantes, como a Ômicron. Cabe ressalvar que não só no Brasil como em todo o mundo políticos tentaram impedir a disseminação da vacina.

Todavia, os países pobres foram os que menos receberam a vacina, por exemplo, países africanos e alguns asiáticos. Nessa perspectiva, é um verdadeiro apartheid vacinal como considerou Tedros Adhanom – diretor geral da Organização Mundial da Saúde(OMS) – conforme a OMS, os países de alta renda correspondem a 15% da população mundial, possuem 45% das vacinas produzidas, enquanto os países mais pobres, que correspondem a 50% da população mundial, têm somente 17% delas.

Destarte, cabe a Organização das Nações Unidas(ONU) em conjunto com a OMS, assumir uma atitude responsável na distribuição mundial e igualitária de vacinas. Isso pode ser feito com recursos financiados pela ONU, além disso deve-se haver uma ação combativa a políticos que negligenciam a vacina.