Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 18/08/2025
Conforme é previsto pela Constituição de 1988, assegura-se a todos o direito à alimentação. Contudo, a negligência estatal e a mentalidade capitalista, evidenciam os impactos da grande lacuna na distribuição de alimentos, tal como a fome, junto a falta de soluções sustentáveis.
Com efeito, denuncia-se o desleixo governamental como uma causa dessa disparidade. A respeito disso, o filósofo Thomas Hobbes expôe que é dever do Estado garantir o bem coletivo e o cumprimento dos direitos. No entanto, o pensamento de Hobbes é posto de parte, uma vez que há a limitação do direito à alimentação digna. Isso é perceptível na falta de políticas públicas, como, por exemplo, a criação de progamas que incentivem a distribuição alimentícia, consequentemente, aumentando os casos de fome.
Ademais, é igualmente necessário discutir sobre a mentalidade capitalista como outro fator do aumento da fome. Sobre isso, o sociólogo Karl Marx evidencia que a valorização do mundo das coisas, como o lucro, causa a desvalorização do mundo humano. Sob essa perspectiva, a ideia de Marx associa-se ao cenário atual, visto que as indústrias alimentícias visam a exportação internacional e o acúmulo de capital, em detrimento da distribuição de alimentos para a população local. Prova disso, é o grande déficit da agricultura familiar (responsável pela produção e distribuição de comida para população), dado que os latifúndios portam a maior parte da terra para a produção de alimentos, por consequência disso, a disparidade alimetícia aumenta.
Portanto, mediante aos fatos mencionados, é essencial a prevenção contra os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos, buscando soluções sustentáveis. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Agricultura e Pecuária criar políticas públicas, por meio da apresentação de um projeto de lei, com o intuito de melhorar e apoiar a agricultura familiar, para que esta, de maneira sustentável, produza e distribua mais alimentos para a população, mitigando a fome. Com isso, a Carta Magna alcançará o seu dever de garantir o direito à alimentação digna aos cidadãos.