Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis

Enviada em 18/08/2025

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil saiu do Mapa da Fome após anos de insegurança alimentar, situação em que milhões de cidadãos não sabiam se teriam acesso a refeições durante a semana. Entretanto, apesar de o país ser um dos maiores produtores mundiais de alimentos e matérias-primas, ainda existem cerca de 14,3 milhões de pessoas em situação de fome. Desse modo, a fome no Brasil decorre tanto da concentração fundiária e lógica de exportação, quanto á falta de combate ao desperdício e incentivo à produção sustentável.

Em princípio, de acordo com a Embrapa, cerca de 30% do território nacional é destinado à produção agrícola voltada à exportação, enquanto a agricultura familiar, responsável pelo abastecimento interno, ocupa apenas 10% das áreas cultiváveis. Nesse cenário, uma pequena parte da população se beneficia com a alta exportação, ao passo que a maior parte da população sofre com a escassez de alimentos. Sendo assim, a produção agrícola intensiva, voltada ao mercado externo, contribui para a fome no país, além de provocar o desgaste do solo, intensificando fenômenos climáticos catastróficos, comprometendo uma nação.

Ademais, o filme O Poço retrata, de maneira alegórica, a lógica da desigualdade social, ao mostrar que aqueles que estão no topo possuem abundância, enquanto os que ocupam as camadas inferiores sofrem com a escassez e, muitas vezes, não resistem. Fora da ficção, a realidade brasileira se aproxima desse cenário, visto que parte da população tem acesso a alimentos em excesso, gerando desperdício, ao passo que milhões de cidadãos permanecem em situação de insegurança alimentar, enfrentando a fome.

Em síntese, para reduzir os índices de fome no Brasil, cabe ao governo federal, em conjunto com o Ministério da Agricultura, impor tarifas à exportação ou estipular um mínimo de produto que deve permanecer e ser comercializado no país, de modo que a exploração territorial gere benefícios econômicos para a população local. Além disso, o Ministério da Educação pode implementar palestras, dinâmicas e aulas voltadas à sustentabilidade e ao combate ao desperdício, promovendo a conscientização desde cedo e formando uma sociedade mais responsável.