Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis

Enviada em 20/08/2025

Na obra “Horizonte Perdido”, de James Hilton, é retratada uma sociedade na qual não existe desigualdade na distribuição de alimentos. Entretanto, fora da ficção, a realidade contemporânea está longe disso, haja vista os desafios em relação à distribuição de alimentos e a sustentabilidade. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: a desigualdade social e a omissão estatal.

Em primeira análise, a disparidade socioeconômica agrava esse problema. Desse modo, parte da sociedade é capaz de usufruir de uma alimentação justa e balanceada, sem causar dano ao meio ambiente, como o consumo de produtos orgânicos. Porém, muitas pessoas não possuem esse privilégio, na medida em que, conforme o site de notícias “G1”, muitos moradores de regiões periféricas possuem dificuldades em realizar refeições diárias. Nesse viés, de acordo com o escritor Ariano Suassuna, o Brasil é dividido em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Logo, é necessário que haja mudanças.

Além disso, a omissão do Estado colabora com o revés. Nesse sentido, o poder público não cumpre com a sua obrigação de garantir uma distribuição igualitária de alimentos. Já que, segundo o site de notícias “Folha de São Paulo”, muitas regiões brasileiras possuem maiores gastos com propaganda política do que com a erradicação da fome ou com o investimento em produtos orgânicos. Sob essa ótica, conforme o filósofo Emile Durkhein, a obrigação do Estado é garantir o bem-estar social. Assim, é inaceitável que essa omissão permaneça.

Em suma, medidas são necessárias para a solução desse impasse. Portanto, o governo federal — instância máxima executiva — deverá criar uma legislação com a finalidade de ampliar a distribuição de produtos orgânicos, como alimentos produzidos com adubo natural, para as pessoas necessitadas. Essa lei irá ampliar a produção de produtos que não causam impactos ambientais e distribuí-los com valor acessível para as regiões periféricas. Isso poderá ser feito por meio da diminuição de impostos para os produtores rurais que aderirem a esse programa. Por fim, a sociedade citada por James Hilton não será uma ficção.