Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 20/08/2025
De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, todos os cidadãos têm direito a dignidade e ter sua subsistência garantida. Todavia, muitas pessoas ainda perecem pela desigualdade na distribuição de alimentos. Desse modo, fatores como a omissão do Estado e a indiferença da população têm corroborado para essa problemática.
Percebe-se, a princípio, que a débil ação do poder público é um vetor para a escassez de alimentos na mesa de muitos brasileiros. Nessa lógica, o escritor Thomas Hobbes em sua obra “O contrato social”, define como uma nação soberana aquela que garante os direitos básicos do seu povo. Porém, ainda constata-se que pessoas passam fome em um país que lidera o ranking na produção alimentícia do mundo. Assim, se os governantes não assumirem seu papel esse problema se perpetuará, pois a má distribuição dos recursos e a falta de consciência social são entraves para que a nação alcance a soberania proposta pela obra de Hobbes.
Ressalta-se, ademais, que a inércia da sociedade também é um agravante desse problema. Nessa perspectiva, o filme de 2019, O menino que descobriu o vento, relata uma história real de um jovem que com criatividade e consciência ambiental, resolveu um problema hídrico de sua comunidade, assegurando melhoria na qualidade de vida de todos. Logo, se a população se empenhar em buscar alternativas sustentáveis para a crise alimentícia do país e ajustar a produção de alimentos com o equilíbrio do meio ambiente, garantir-se- á que os menos favorecidos possam ter acesso a comida e os recursos naturais sejam utilizados de forma consciente.
Depreende-se, por fim, que o Governo Federal, maior gestor nacional, destine recursos para solucionar esse problema. Para tanto, deve-se promover cursos de capacitação para os médios e pequenos produtores rurais, sobre técnicas de produção agrícola e meio ambiente, por exemplo, adestranto sobre o uso de fertilizantes biológicos que não agridem o solo nem a saúde das pessoas. Tais medidas, têm como objetivo aumentar a produtividade e assegurar que com sustentabilidade o alimento possa chegar na casa de todos os brasileiros.