Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 25/08/2025
A Constituição de 1988 assegura o desenvolvimento nacional. Entretanto, no Brasil, a realidade é que o Estado negligencia a transformação social e econômica, uma vez que ignora a desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis. Diante desse cenário, é fundamental entender as causas desse revés, dentre as quais a ineficiência estatal e a desigualdade social são fatores agravantes.
Em primeira análise, destaca-se a ineficiência estatal como um dos desafios a serem enfrentados para garantir a diminuição dos impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro " O cidadão de papel", traz um crítica social de como os direitos são apenas garantidos no papel. Semelhantemente, a realidade confirma crítica do autor, tendo em vista que o Estado mostra-se incapaz em promover a segurança alimentar e a promoção da agricultura sustentável. Essa negligência manifesta-se na persistência da ausência de investimentos que visam a produtividade agrícola e métodos de alimentação. Então, não é razoável que o Estado permaneça inerte a essa chaga social.
Outrossim, salienta-se a desigualdade social como um fator originado da desigualdade na distribuição de alimentos. Nesse segmento, para filósofa Djamila Ribeiro, é preciso tirar situações da invisibilidade para que soluções sejam encontradas. Sob essa ótica, a desigualdade social gerada através da privação de alimentos e a escassez de soluções sustentáveis revela-se um grave problema, tal como a nebulosidade dita pela a filósofa. Esse problema exibe-se na perpetuação da insegurança alimentar e na má gestão da distribuição de alimentos. Desse modo, urgem políticas públicas que considerem esse dilema social.
É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Poder Judiciário, que tem por dever administrar Justiça na sociedade, deve inspecionar se leis e normas estão sendo executadas da maneira certa, por meio da criação de secretaria/ ou departamentos responsáveis por pesquisa e controle, com a finalidade de haver segurança alimentar e aumento da produtividade agrícola. Dessa maneira, progressivamente, garantir o que diz a Constituição.