Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis

Enviada em 22/08/2025

Durante a Revolução Francesa, a população pobre enfrentava fome, enquanto a elite usufruía de uma alimentação rica em nutrientes, evidenciando a desigualdade socioeconômica. Uma breve reflexão sobre tal acontecimento histórico demonstra como a escassez de alimentos, que ainda persiste no Brasil, promove a exclusão das classes sociais vulneráveis, trazendo impactos para o desenvolvimento dos indíviduos, como a falta de concentração para a realização de tarefas diárias. Nesse sentido, não só invisibilidade do tema, como também a omissão do Poder Público evidenciam que os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos são questões preocupantes e que se faz necessária a busca por soluções sustentáveis.

Sob esse prisma, vale frisar que a apatia social perante a problemática aumenta a persitência da má distribuição alimentar no país. Nesse viés, a filósofa Djamila Ribeiro afirma que: ‘‘para pensar em soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade’’. Essa citação evidencia que a falta de debates torna o tema banalizado e esquecido pelo corpo social, uma vez que a normalização da fome gera o desinteresse da população na busca de soluções, comprometendo a saúde das comunidades carentes. Logo, é indispensável que essa problemática seja apresentada e tenha ciência para toda a nação brasileira.

Ademais, é importante registrar que a falta de busca por soluções sustentáveis, que garantam a refeição dos brasileiros, evidencia o descaso governamental. Nessa perspectiva, consoante John Rawls, cabe ao Estado garantir a igualdade de oportunidade a todos. Essa afirmativa, contudo, não vem sendo cumprida, de maneira eficaz, porquanto, a ausência de comida na mesa dos brasileiros assegura a desigualdade de direitos e oportunidades. Assim, é vital que medidas sustentáveis, que não prejudiquem o meio ambiente, sejam implementadas.

Portanto, é imprescindível enfrentar os desafios que a fome impõe no Brasil. Desse modo, a fim de assegurar alimentação a todos, cabe ao Estado, por meio de uma lei, a qual deve ser elaborada com base em sugestões da sociedade civil organizada, garantir o envio de cestas básicas. Além disso, cabe ao Governo, juntamente com a mídia, implantar propagandas, de cunho educativo, que conscientize sobre a fome. Assim, será possível erradicar a pobreza alimentar.