Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 24/08/2025
Segundo o economista e filósofo Amartya Sen: “A fome não é falta de alimentos, mas de acesso”. Ademais, a desigualdade na distribuição de alimentos é causada, principalmente, por uma política econômica perversa e desperdício de alimentos. Portanto, faz-se necessário averiguar os fatores que favorecem esse quadro.
Nesse viés, o agronegócio e a política de exportação de alimentos são um dos principais responsáveis pela desigualdade alimentar no Brasil. Ainda, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, porém cerca de 33 milhões de pessoas se encontram em insegurança alimentar, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE). Além disso, ao favorecer as exportações o governo brasileiro desencadeia um aumento no preço dos produtos, devido a concorrência com o mercado externo e favorece unicamente o agronegócio. Logo, percebe-se que a política econômica adotada pelo Brasil contribui para a insegurança alimentar, fome e desnutrição.
Cabe analisar, ainda, o desperdício de alimentos como outra peça-chave desse problema. Assim, consoante com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 bilhão de refeições são desperdiçadas todos os dias. Além do mais, a falta de conscientização do consumidor atua como revés, pois a conservação inadequada, não aproveitamento de sobras e compras excessivas de produtos perecíveis contribuem para o desperdício. Em vista disso, é necessário uma conscientização do consumidor sobre desperdício, além de incentivar campanhas de doação de alimentos.
Desse modo, deliberações são necessárias para diminuir os impactos da desigualdade de distribuição de alimentos. Portanto, o Ministério da Agricultura, órgão responsável por gerir políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio, deve baratear o preço dos alimentos, por meio da redução de impostos, a fim de torná-los mais acessíveis. Ainda, o Ministério da Educação, deve promover campanhas sobre conscientização sobre desperdício de alimentos e incentivar a doação de alimentos e cestas básicas. Espera-se, com isso, reduzir as desigualdades alimentares no Brasil.