Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 25/08/2025
O geógrafo Milton Santos descreve a “Cidadania mutilada” para expor diretos que a maior parte da população não tem acesso. Dessa forma, é alarmante a continua-ção da vulnerabilidade alimentar em função de uma sociedade desigual, ameaçan-do a saúde e a cidadania dos brasileiros. Sob essa perspectiva, cabe ressaltar os ci-clos de desigualdades históricas e a falta de medidas governamentais com causa.
Diante disso, é necessário entender como os fatos históricos culminaram na a-tual insegurança alimentar. Partindo disso, o Brasil historicamente é fundamentado por uma elite dominante que concentra o poder e a sua progressão. Com isso, a distribuição de terras e cargos públicos e posições de confiança, ajudaram a propa-gar o poder e fundamentar uma sociedade desigual. Nessa inércia, segundo pes-quisa do IBGE, aproximadamente 60 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de privação alimentar. Dessa maneira, é evidente a continuação de um ciclo peri-goso quando comparado com a potência alimentar brasileira, afetando a dignidade e a cidadania constitucional garantida por lei.
Além disso, soluções alimentares podem por em risco a continuidade da fauna e flora do Brasil. Desse modo, ampliar as terras agricultáveis não ajuda a solucionar o problema, mas amplia o mesmo, expandindo o desmatamento. Nesse cenário, o plano ODS-2 da ONU só vai ser garantido se a produtividade nacional alimentar au-mentar em 31%, sendo que a estimativa real é de 24%. Por isso, o governo falha gravemente ao não estimular projetos de produção de fertilizantes e no desenvolvi-mento de plantas superprodutivas, modificadas pela biotecnologia. Assim, a desi-gualdade alimentar continuará caso medidas de produtividade não sejam tomadas.
Portanto, é necessário reverter esse cenário de abandono social. Para tanto, ca-be ao Ministério da Educação, órgão responsável por medidas educacionais, por meio das Secretarias De Educação, promover investimentos pedagógicos para for-talecer a principal ferramenta de nivelamento social para acabar com o quadro de desigualdade alimentar.Ainda mais, cabe ao Ministério da Agricultura, por intermé-dio da Embrapa, fomentar pesquisas em espécies que aumentam a produtividade agrícola para promover o acesso de baixo custo de comida em paralelo a um meio ambiente ecologicamente equilibrado e conservado.