Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 28/08/2025
No documentário “Um lugar à mesa”, de 2012, é retratado como até mesmo pessoas que trabalham arduamente acabam se deparando com dificuldades constantes para terem o que comer todos os dias. Nesse sentido, esse seria apenas um dos casos representativos da situação atual de grande parte da população brasileira. Diante disso, torna-se imprescindível analisar a herança histórica dessa desigualdade alimentar e o impacto da carência governamental em buscar soluções sustentáveis para esse cenário.
Em primeira análise, é indiscutível a permanência histórica da má distribuição de alimentos no país. Nessa perspectiva, desde a colonização do Brasil, a elite concentrava toda a riqueza em suas mãos enquanto o restante dos colonos, escravizados, ficavam reféns dessa situação com trabalhos não remunerados e com condições indignas. Assim, foi construído na sociedade, historicamente, uma desigualdade social onde o poder está concentrado na mãos de poucos, o que resulta na insuficiência financeira para conseguirem uma alimentação digna, em muitas famílias.
Ademais, é válido avaliar como essa herança da história do Brasil é resultado da falta de atenção estatal. Como prova disso, em 2023 o Congresso Nacional aprovou um corte de R$25,8 bilhões no orçamento do Bolsa Família, programa que visa a proteção social contra a fome no país. Por conseguinte, é indiscutível que não está entre as prioridades governamentais a ampliação de reforços para essa área. Assim, deve ser analisado a criação de novos projetos para geração de alimentos para fornecer a esse corpo social.
Destarte, cabe aos agentes administrativos dos estados – governadores e deputados -, não apenas propor, mas garantir a implementação de um projeto a fim de usar terras inutilizadas para a criação de campos de plantio por meio de investimentos orçamentários, para famílias que comprovarem não ter condições de comprar sua própria comida. Além disso, deve ser analisado o combate a desigualdade, através da destinação de mais recursos para programas já existentes, como bolsa família. Nesse viés, a desigualdade na distribuição de alimentos com a busca por soluções sustentáveis poderão ser superados.