Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 23/09/2025
No filme “O Menino que Descobriu o Vento”, observa-se a realidade de famílias pobres em situação de subnutrição, devido à fome instaurada na região periférica de agricultura familiar. Nesse contexto, diferentemente das grandes plantações industriais, a agricultura familiar não possui tecnologia para contribuir no cultivo quando o clima desfavorece o solo, portanto, passa por longos períodos de seca e, consequentemente, fome. Dessa maneira, presencia-se atualmente a necessidade de uma distribuição alimentícia igualitária para sanar o problema da fome no país.
Em primeira análise, é importante ressaltar que o grande desafio para superar a fome está na forma como os alimentos são distribuídos, afinal, existe comida suficiente para toda a sociedade. Sob essa ótica, segundo o senso da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) de 2022, mais de 33 milhões de pessoas sofrem com fome, enquanto toneladas de alimentos são desperdiçadas. Assim sendo, essa desigualdade na aquisição de alimentos gera situações extremas, como anemia por falta de alimentos nutritivos e, ao mesmo tempo, grande desperdício alimentar daqueles que obtêm muito. Dessa forma, seria imprescindível equiparar o preço da comida com os ganhos de cada família.
Outrossim, vale salientar o impacto social dessa má distribuição alimentar, um exemplo seria o aumento de casos de obesidade em áreas urbanas. Ao passo que regiões periféricas se encontram isoladas socialmente e com pouco acesso a mantimentos, regiões mais desenvolvidas caracterizam-se pela saturação de produtos industrializados, aumentando a frequência de doenças cardiovasculares. Desse modo, é essencial que haja não somente a igualdade na distribuição, mas também qualidade nutritiva desses produtos.
Diante dos fatos expostos, para promover a equidade na distribuição de mantimentos, cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)- órgão responsável por políticas de segurança alimentar- por meio da consulta a um nutricionista, associar ao Bolsa Família uma cesta de alimentos nutritivos, considerando os alimentos necessários para um mês de mantimentos para cada pessoa em uma mesma residência.