Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis
Enviada em 09/10/2025
A fome no mundo ainda é bastante presente e pode ser comparada à condição precária apresentada na Rússia antes de sua revolução, visto que parcela da população passava necessidade alimentícia, enquanto boa parte da elite desfrutava da soberba alimentar. Dessa forma, é possível salientar que o mundo apresenta desigualdade na distribuição de alimentos, tendo como principais causas: a inércia estatal e a falta de acessibilidade devido a renda.
Sob uma primeira análise, é valido ressaltar que a falta de atitude por parte dos governos, seja uma das principais causas da problemática. Dessa maneira, é importante relembrar o pensamento da filósofa Hannah Arendt, que em sua obra “Eichmann em Jerusalém” destaca a “banalidade do mal”, a qual pode ser atribuída à atualidade devido a normalização da desigualdade na distribuição de comida. Sob esse prisma, é válido destacar que devido a esse paradigma os Estados ainda negligênciam a situação atual e não tomam atitudes necessárias para contorna-la.
Outrossim, é necessário argumentar que a falta de renda de determinados grupos sociais os torna vuneráveis à situação apresentada. Nesse aspecto, é imprescíndivel reafirmar o ideal do escritor e jornalista Girberto Dimenstein, que em sua obra “Cidadão de papel”, afirma que boa parte da população não usufrui de um direito básico como a alimentação, visto que a tentativa de erradicar a fome no mundo está somente na folha e não é efetivada na realidade. Sob esse plano, ele idealiza que esse cenário se deve,consequentemente, ao desemprego e a miséria que distanciam esses povos do poder aquisitivo necessário para a compra de itens básicos, como o caso da alimentação.
Logo, é urgente que os Estados em conjunto com a ONU(Organização das Nações Unidas) -principal orgão internacional que é destacado na luta contra a desnutrição-, auxiliem a população do globo através da criação de novas vagas de emprego e na distribuição humanitária de alimentos, a fim de barrar a crescente onda de fome no mundo. Nesse sentido, a humanidade estaria cada vez mais longe da realidade apresentada por Gilberto Dimenstein.