Os impactos da desigualdade na distribuição de alimentos e a busca por soluções sustentáveis

Enviada em 07/11/2025

Em 2015, as Nações Unidas criaram o programa Agenda 20230, cujo o conteúdo garante - ao menos na teoria - um plano de ação para transformar o mundo até 2030 com base em Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). Dessa forma, os países integrantes desse programa devem implementar ações para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados. No entanto, o Brasil apresenta desafios para alcançar o objetivo 3 da Agenda 2030, que tem como meta acabar com a fome e gerar a agricultura sustentável, devido a desigualdade na distribuição de alimentos. Sendo assim, faz-se necessário analisar a falta de políticas públicas e a invisibilização do problema como pilares fundamentais da problemática.

A princípio, é fulcral pontuar que a falta de medidas governamentais impulsiona o problema. Nesse viés, consoante aos sociólogos contratualistas, os indivíduos

abandonaram seu “estado de natureza” para formar um acordo para que o Estado garanta a organização e o bem-estar. Nesse sentido, a desigualdade na distribuição de alimentos rompe o contrato estabelecido, haja vista que a falta de planejamento estatal contribui para que a renda financeira determine o tipo de alimentos que cada pessoa terá acesso. Sendo assim, indivíduos de baixa renda acabam tendo acesso a alimentos industrializados devido ao baixo custo e maior durabilidade se comparado a frutas e legumes. Assim, torna-se evidente a necessidade de ações governamentais para que todos tenham acesso ao alimentos de forma igualitária.

Outrossim, vale, ainda, salientar que a falta de exposição do problema faz com que o impasse perpetue. Nesse sentido, pode-se citar o movimento literário realismo que ocorreu no século XIX, o qual expunha os problemas sociais de forma critica e crua. Entretanto, atualmente, a questão da desigualdade na distribuição de alimentos não tem ganhado espaço na mídia, uma vez que as questões sociais não dão a audiência que as mídias esperam, assim, o problema segue no silenciamento, o que impede que a sociedade pense em medidas para resolve-lo.

Logo, o poder Legislativo - responsável pela criação de leis- deve promover leis, a fim de acabar com a desigualdade ao acesso ao alimento, por meio da diminuição das taxas tributárias sobre os alimentos. Dessa maneira, o Estado estará atenuando o problema e mais próximo de atingir a meta da Agenda 2030.