Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 13/09/2021
De acordo com o filósofo francês do século XVlll, Jean Jacques Rousseu, Estado e sociedade firmam uma espécie de contrato, no qual o primeiro se responsabiliza por garantir a harmonia social. Assim, essa compreensão é ponto-chave no debate acerca dos impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico, visto que a ineficiência governamental contribuiu com o agravamento dessa problemática.
Primeiramente, é interessante perceber que, ao longo dos séculos, existe certa recorrência no surgimento de epidemias proporcionadas por fluxos migratórios. Aliás, um dos casos mais famosos ocorreu na Europa da Idade Média, na qual uma doença popularmente conhecida como peste negra foi responsável por uma das maiores baixas populacionais desse continente. Apesar disso, a globalização e o desenvolvimento de tecnologias têm incentivado o fluxo de pessoas pelo globo terrestre de forma cada vez mais rápida e confortável. Desse modo, o mercado turístico se tornou grande interesse da maior parte dos países, já que contribui com a economia na medida que gera empregos e renda, além de proporcionar a troca mútua de experiências culturais.
Logo, a fragilidade do setor de turismo frente a pandemia do novo coronavírus torna-se clara quando observa-se que a comunicação e o deslocamento de pessoas são os príncipais responsáveis pelo crescimento desse campo e pela proliferação da Covid-19. Assim, um governo genuinamente empenhado em amparar esse proeminente setor tomaria decisões estratégicas, como incentivos financeiros e reduções tributárias. Infelizmente, a realidade brasileira foi de políticas autoritárias de lockdown que resultaram em desemprego, aumento da taxa de inflação, falência de empresas e instabilidade financeira a milhões de cidadãos. Assim, ao não proporcionar a hamonia social, o governo brasileiro torna-se uma insituição zumbi, definida pelo sociólogo Zygmunt Bauman como aquela que mantém sua forma, mas não cumpre seu papel social. Assim sendo, é imprescindível que o Estado tome medidas para a resolução dos problemas aqui discutidos.
Portanto, para agir no sentido de incentivar um reaquecimento do setor de turismo no Brasil, o Ministério da Economia, por meio dos subsídios arrecadados com os impostos pagos pela população, deverá agir no sentido de proporcionar ambientes seguros aos turistas, respeitando as práticas higiênicas e de distanciamento, além de conceder recursos financeiros e dedução fiscal temporária para pequenas empresas impactadas pela Covid-19. Só assim, o governo brasileiro poderá voltar a cumprir seu papel no contrato social, fazendo com que com os cidadãos possam disfrutar de um país mais seguro e justo.