Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 06/09/2021
Com o avanço das Grandes Navegações, aliadas ao fenômeno da Globalização, o ato de deslocar-se para visitar outros países e ter contato com novas culturas tornou-se comum à humanidade. Nesse sentido, tomado o contexto da atual Pandemia, coloca-se em pauta os impactos pandêmicos na dinâmica turística no Brasil. Assim, cabe a análise da estrutura estatal na sustentação da problemática, além da observação relativa aos entraves gerados ao desenvolvimento econômico nesse processo.
Em primeiro plano, a Constituição Cidadã de 1988 atribui ao Estado a função de garantir a coesão social, estimulando a econômica e resguardando os cidadãos do potenciais impactos de grandes crises, sejam elas econômicas ou biológicas. Contudo, embora essa instituição tenha responsabilidade pelo bom funcionamento das engrenagens sociais, a morosidade na contenção da Pandemia da Sars-CoV-2 contribuiu para a estagnação das atividades turísticas no país. Isso posto, a negligência com o combate ao avanço viral foi fator determinante para o agravamento da problemática e, potencialmente, continuará sendo no momento de escolha de um destino turístico, tendo em vista que de acordo com Deisy Ventura, especialista em saúde global, o Brasil tornou-se pária internacional.
Paralelo a isso, o turismo possui importante papel na economia do país, ao atrofiar esse setor — que é, segundo o Ministério do Turismo (MTur), responsável por 8% do PIB nacional — são geradas uma série de impactos no corpo social. Nessa perspectiva, em consonância com o MTur, existem mais de 2000 municípios turísticos no país e, consequentemente, inúmeras famílias que dependem diretamente do turismo para a sua subsistência. Sob essa constatação, o colapso no turismo acarreta impactos diretos na capacidade de geração de renda para compra de insumos básicos, negando a esses brasileiros condições mínimas para manter-se nesse contexto epidemiológico. Tomado o exposto, a problemática tende a transcender o caráter econômico e torna-se uma questão fundamental para a garantia do exercício da cidadania em território pátrio.
Portanto, é imprescindível o remodelamento estrutural para a desconstrução da banalização das cirurgias plásticas. Assim, cabe ao Ministério da Turismo, em ação intersectorial com o Ministério da Educação, promover nas Universidades Públicas do país — voltando-se aos cursos de Ciências Políticas e Sociais e Turismo — pesquisas quali-quantitativas voltadas ao estudo de medidas capazes de recuperar a atividade turística, analisando estratégias de desestigmatização nacional e atração de público. A partir dessa ação, tornar-se-á possível a ordenação de políticas públicas capazes de aquecer esse setor econômico e amparar famílias que dele dependem, apresentando uma contrapartida social efetiva e estimulando o combate, gradual, à problemática.