Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 04/09/2021

Ao longo da segunda metade do século XX, os meios de transportes evoluíram em qualidade, conforto e rapidez. Com isso, a locomoção no espaço mundial se tornou - paulatinamente - fácil e frequente, como as viagens internacionais que são concluídas em uma curta variação de tempo. Porém, com a pandemia do novo Covid-19 no Brasil e no mundo, esses deslocamentos reduziram, a fim de conter a disseminação do vírus por meio do isolamento social, o que constitui uma grave problemática para o setor do turismo. Visto isso, é necessário observar as principais consequências dessa restrição: o desemprego no ramo dos transportes e o fechamento de comércios turísticos.

Sob essa ótica, é válido afirmar que o crescente número de desempregados no setor de viagens é uma consequência direta da pandemia atual. Segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento, publicado recentemente, o turismo perdeu cerca de US$ 2,4 bilhões em 2019. Tal dado revela que a procura por esse serviço caiu em vista do isolamento social, que tem como finalidade deter a contaminação mundial do coronavírus e, por causa disso, cortes financeiros de empresas associadas ao transporte se tornaram necessários, dentre eles, a demissão de funcionários.

Ademais, é pertinente analisar a pandemia do Covid-19 como causa principal da falência de estabelecimentos com base de renda turística. Visto isso, é factual que o método mais eficaz de combater a pandemia é que as pessoas fiquem em suas respectivas residências e evitem contato físico, o que, consequentemente, faz com que o comércio turístico (hotéis, pousadas e restaurantes) diminua o fluxo de clientes. Esse fenômeno atrapalha a entrada do capital necessário para manter essas empresas abertas, e assim, faz com que elas fechem por razões financeiras.

Diante disso, urge tomar medidas para mitigar os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico. O Ministério do Turismo em conjunto com o Ministério da Economia deve evitar a falência da economia turística por meio de auxílio financeiro direto. Tal auxílio será fornecido para empresas que estejam em déficit, ou seja, que estejam gastando mais do que lucrando, e que comprovem que sua renda básica é o capital de turistas. Assim, o governo daria o valor de custo para manter a empresa (valor do aluguel, das contas e dos salários dos funcionários), a fim de manter a economia turística estável perante os efeitos do isolamento social do coronavírus.