Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 05/09/2021
A atual Constituição federal do Brasil assegura a liberdade individual e coletiva no território nacional. No contexto da pandemia da Covid-19, entretanto, as medidas de distanciamento e do isolamento social instauraram restrições quanto a esse direito de liberdade, o que acarretou a crise do mercado turístico brasileiro. A situação precária do turismo ocorreu por causa da ruptura do sistema capitalista no meio pandêmico, formentando a baixa lucratividade e o desemprego.
Nesse viés, no que diz respeito ao marxismo, o mundo capitalista só se desenvolve com proficiência quando esse gera lucros. Sob essa ótica, setores comerciais que possuem como base a lucratividade, como o turismo, não conseguem sustentar-se em meio às crises nacionais. Isso porque, no cenário em que a população se encontra distanciada e isolada pelo coronavírus, de acordo com as normas de saúde estabelecidas pelo governo, o consumo turístico deixou de apresentar o superávit na balança comercial. Dessa forma, esses alicerces, isto é, os lucros, não têm condições de sustentar esse mercado por muito tempo.
Ademais, conforme o Materialismo Dialético de Karl Marx, o capitalismo financeiro é movido pela luta de classes. Nessa perspectiva, o proletariado é responsável por gerar lucros aos donos de produção. No cenário epidêmico, o desemprego das massas trabalhadoras, em função da crise do coronavírus, não sustenta a base lucrativa ideal. Nesse sentido, o mercado turístico, que se desenvolve por essa base de capital, passa a não apresentar condições de se manter ativo e se torna insuficiente.
Portanto, faz-se imprescindível que o governo - agente ativo na tomada de decisões - intervenha no problema. Desse modo, cabe ao Estado proporcionar a volta eficiente do setor turístico, a fim de manter a base econômica desse mercado ativa. Assim, a meta será concretizada por meio do uso de verbas provenientes dos impostos, que sustentarão o turismo até que o contexto pandêmico se encerre. Nesse cenário, o setor se manterá até que a liberdade coletiva prevista na Constituição volte ao normal.