Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 06/09/2021
Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), as viagens de turismo internacionais caíram cerca de 73% em relação ao ano de 2019. No Brasil, para o Ministério do Turismo, o setor foi o mais afetado pelos impactos da pandemia da Covid-19, com faturamento semanal em média 59% menor. Perante o contexto nacional atual, a retomada de fluxo pré-pandemia ocorre de maneira tímida, principalmente por medo e/ou falta de confiança. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, faz-se necessário clarear que a retomada do mercado turístico é heterogênea em relação ao país ou região, dependendo da velocidade de distribuição das vacinas contra a Covid-19. Por um lado, a redução drástica do número de viagens com fins turísticos reflete uma boa conduta no combate ao Sars-CoV-2. Por outro, ilustrando a complexidade do tema, mesmo com as duas doses de vacinas já aplicadas, muitos preferem a segurança de suas casas enquanto a pandemia não esteja totalmente controlada, demonstrando suspeição. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, o medo da pandemia afeta não só grandes corporações e companhias aéreas, mas principalmente hotéis de gestão familiar, que dependem de visitantes para viver. Pensando nestes, o Ministério do Turismo criou o movimento “Não cancele, REMARQUE”, com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia para os pequenos e médios negócios relacionados ao turismo no Brasil, indicando que os visitantes não cancelem suas reservas, mas sim remarquem, garantindo o fluxo no caixa dos hotéis, mesmo que minimamente. Dessa forma, nota-se a necessidade de solucionar essa condição.
Portanto, faz-se imprescindível que a mídia - instrumento de ampla abrangência - informe a sociedade a respeito da situação dramática do mercado turístico, por meio de comerciais periódicos nas redes sociais e debates televisivos, a fim de formar cidadãos informados. Paralelamente, o Estado - principal promotor da harmonia social - deve promover a educação de cidadãos, por intermédio de incentivos monetários para informá-los sobre o tema, com a finalidade de amenizar o problema. Assim, o corpo civil será mais educado e o déficit do mercado turístico não será uma realidade do Brasil.