Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 10/09/2021

A pandemia da Covid-19 afetou todo o mundo, mas algumas diferenças cruciais entre nações deter-minaram qual seria o poder de retração econômica do vírus em determinados setores. Assim, com foco no setor de turismo, países em desenvolvimento sofreram mais em razão da desigualdade socioeco-nômica. O Brasil, desse modo, sofreu efeitos devastadores na economia de viagem, por ações políticas governamentais desafortunadas, o que afetou diretamente o desenvolvimento sustentável do país.

Nesse contexto, a pandemia da Covid inflamou uma situação em desenvolvimento no Brasil: a crise política, social e econômica que estava em curso, segundo a historiadora Lilia Schwarcz. Com isso, o governo Bolsonaro teve uma gestão vergonhosa da crise sanitária que afetou a visão do país no exterior, retraindo ainda mais os índices de viagens no período, com uma conduta nefasta de negacionismo e um atraso proposital e escuso da vacinação da sociedade, como revelou o diretor da Pfizer. A partir disso, a crise no turismo que o mundo enfrentou foi superdimensionada no “país do fute-bol” devido à falta de confiança dos turistas e à indisposição governamental de lidar com os protocolos de saúde dignamente, a ausência de punições para com as condutas irresponsáveis de figuras públicas relevantes e influenciadoras também polarizou os cuidados com a transmissão do vírus.

Ademais, outros dois setores sofreram com os impactos devastadores da Covid-19: o ecoturismo e as comunidades locais das paisagens naturais. Não obstante, é sabido, desde as aulas de ecologia, que os ecossistemas estão infelizmente sujeitos aos desmandos humanos, então, o ecoturismo é uma forma de preservar “pedaços” dos biomas — já que a maioria deles é usada para a agropecuária —, e ainda garantir renda aos habitantes do entorno. Com a estagnação econômica, os ecossistemas ficaram expostos à devastação em nome de superar a crise inflacionária, acarretando efeitos preocupantes ao meio ambiente, à população e à economia. Logo, o papel dos viajantes é de extrema importância para a economia brasileira, e o rearranjo de protocolos de saúde não é uma medida facultativa, senão manda-tória para a recuperação da normalidade social no país e de um possível desenvolvimento sustentável.

Portanto, compete ao governo, em parceria com o segundo setor, investir em iniciativas de combate à pandemia e de preservação ambiental. Tais ações podem ser realizadas por meio de investimentos sanitários e midiáticos, em equipamentos de proteção individual, na vacinação em massa da sociedade e em campanhas para desmentir e ridicularizar práticas execráveis de negacionismo, a fim de que a pandemia seja controlada no país e a confiança dos turistas, renovada. Ainda, as iniciativas privadas podem se unir ao governo para investir na preservação de áreas próprias para o turismo, com o desen-volvimento de novos cenários que maximizem o turismo e possibilite a proteção do meio ambiente.

a natureza, preservada e o turismo recuperado.