Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 11/09/2021
No contexto social vigente, a pandemia da COVID-19 afetou a economia em dimensões globais, porém, o setor de turismo, apresenta os números de impacto mais significativos, pois foi o primeiro a passar por restrições e será, considerando todos seus ramos, o último a ser retomado. Como resultado, a crise do setor gera grande preocupação na economia brasileira, visando as grandes consequências diretas, como, a falência generalizada, seguida de demissões em massa.
É primordial ressaltar, que o setor turístico é compreendido como um dos principais geradores de renda e emprego. É notório que, além da dinâmica direta, que envolve agências de turismo, empresas aéreas e o comércio de eventos, outras atividades econômicas são amplamente beneficiadas com o setor, desde hotéis, transporte local, restaurantes, lojas, e, até mesmo, trabalhadores informais. Constata-se, que, com a pandemia, uma parcela considerável de empresas turísticas entrou em crise, muitas entrando em processo de falência. Dados mostram que quase 50 mil empresas fecharam durante a pandemia Nesse contexto, o comércio criou, com a parceria da Associação Brasileira das Agências de Viagens, campanhas com a “ADIA”, que incentiva a remarcação de atividades turísticas por parte do consumidor.
Paralelo à vulnerabilidade das empresas, 397 mil trabalhadores da área do turismo, segundo a Confederação Nacional do Comércio, perderam seus empregos por conta da pandemia, numero que corresponde à 45% das demissões totais do país. Essa taxa de desemprego gera um ciclo vicioso no setor da economia já debilitada com o isolamento social , já que, sem emprego e renda, esses desempregados se veem impossibilitados de gastar com o turismo ou atividades de lazer, o que resulta em menos capital no setor e mais casos de falências e demissões.
Contata-se então, a necessidade urgente da devida atenção para mitigar os efeitos da pandemia no setor turístico O governo federal, por meio do Ministério do Turismo conjunto com o Ministério da Economia, de intensificar os esforços de incentivo econômico por meio das facilitações de crédito. Tal medida deve favorecer empresas que necessitam de fundos para manter os estabelecimentos durante as medidas restritivas, contando com gastos para manter funcionários e contas básicas. Desso modo, a falência dos estabelecimentos e evitada, e a crise no setor turístico pode ser reduzida.