Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 13/09/2021

Durante o século XIV, por meio da pandemia ocorrida pela Peste Negra, doença infecciosa que ocasionou a morte de um terço da população europeia, todos os setores da comunidade sofreram de forma abrupta e exacerbada os efeitos desta devastadora bacteriose. Não obstante deste cenário, nota-se, hodiernamente, como o COVID-19 também influenciou diversos ramos sociais e econômicos, principalmente o turismo. Tal realidade, expressa, sobretudo, como os impactos causados no comércio turístico são frutos não só da ignorância humana em relação ao vírus, como também devido à banalização desse problema por parte de terceiros.

Em primeira instância, é imperativo destacar as consequências geradas pela falta de conhecimento dos indivíduos no que se refere ao coronavírus. De acordo com Immanuel Kant, famoso filósofo prussiano, a falta de esclarecimento humano provoca a dependência mental das pessoas e, como consequência, sua falta de autonomia racional. Nesse viés, depreende-se como a carência da busca por informações acerca dessa enfermidade torna suscetível sua dispersão em larga escala, uma vez que os sujeitos tornam-se indiferentes em relação à sua menoridade intelectual. Dessa feita, esses cidadãos tendem a minimizar suas preocupações e maximizar suas imprudências no âmbido profilático, o que impacta, negativamente, o mercado do turismo.

Outrossim, é oportuno comentar sobre a normalização da infecção viral e seus respectivos resultados. Segundo Francis Bacon, prestigiado pensador inglês, o pensamento humano é contagioso e torna-se enraizado à medida que se reproduz. Nessa pespectiva, a partir que os indivíduos reagem de forma negligente em relação aos problemas pandêmicos, por apresentarem um comportamento influenciado por outros, acabam por propagar um contexto de total displicência. Desse modo, tais ações problematizam e, acima de tudo, dificultam o retorno das diferentes vertentes econômicas à sua normalidade.

Destarte, em vista dos fatos supracitados, urge a necessidade do governo, mediante uma parceria com instituições de turismo, criar um programa de dados e efeitos da pandemia, especialmente nas redes socias, a fim de que as pessoas passem a tomar medidas protetivas que agilizem a recuperação do cenário pós-pandemia e, por conseguinte, do setor turístico. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de uma associação com laboratórios de pesquisa, elaborar projetos de inclusão que distribua equitativamente os imunizantes ao longo do território do Brasil, com o intuito de que cenários soturnos como os da Peste Negra não se repitam e se perpetuem apenas como uma trágica lembrança.